31 de outubro de 2011

ORAÇÃO NA SECURA

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Senhor,
hoje atinge-me um certo cansaço, um pouco de secura, uma falta de vontade.
E mesmo assim, Senhor, decidi orar, escrevendo o que vou sentindo.
Sabes, Senhor, por vezes parece-me viver uma rotina, um modo sempre igual e desconcentrado de estar contigo.
Como pode ser possível, Senhor, que possa assim “desdenhar” da Tua presença no meio de nós e em nós.
É que não me alegrar e exultar, com a Tua presença, Senhor, é desvalorizar tudo o que fizeste e fazes por mim, por todos.
Por vezes as trevas são intensas, Senhor, e parecem gritar-me aos ouvidos: não vale a pena, nada vale a pena!
Mas não é verdade, Senhor, pois não?
Tu estás aqui, Tu estás connosco, Tu estás comigo, não é verdade, Senhor?
Em Ti, tudo vale a pena, até a escuridão, a qual rompes com a Tua Luz.
Até o cansaço, que Tu revestes da Tua esperança.
Até a rotina, que Tu fazes sempre nova, com o Teu eterno amor.
É sempre assim, Senhor, quando abrimos o coração à oração, Tu vens, e de mansinho acalmas os nossos receios, iluminas as nossas sombras, matas a sede à secura, e fazes novo o que era velho.
Obrigado, Senhor, porque já sorrio no Teu amor.
Amen.
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1 comentário:

ontiano disse...

Que magnífica oração!
Quando a alma parece "seca" e não "há mesmo" vontade de orar, ou, quando o que se reza parece não fazer sentido é quando o que dizemos ao Senhor mais se faz ouvir, porque é simples embora esforçado, desejo sem vontade,acto de amor e não de auto-satisfação.
Quantas vezes a única coisa que nos ocorre é dizer-Lhe: Senhor... não me ocorre nada!
Mas, Tu, sabes mais e sabes muito bem que Te amo!