3 de abril de 2008

Eu, pecador, me confesso

Eu, pecador, me confesso:
De nem sempre saber sorrir,
De nem sempre saber ouvir,
De nem sempre saber compreender e ajudar.

Eu, pecador, me confesso:
Porque não tenho cantado,
como devia, a beleza da vida,
a imensidade do amor de Deus,
o valor da fraternidade,
a importância da justiça e da paz.

Eu, pecador, me confesso:
Porque não tenho sido esperança,
não tenho semeado esperança,
não tenho gritado esperança.

.
D. Manuel Martins
(Bispo emérito de Setúbal)
Retirado da "Síntese"

2 comentários:

  1. Lindo poema!

    Estimo e considero muito o seu autor - D. Manuel Martins -.

    Pena ele ter saído de Setúbal!
    Não?

    Não se importa que o publique no meu blogue?

    Obrigada

    Bençãos

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  2. Este poema é uma oração e como oração é de todos.

    Está á vontade para o publicares e obrigado pela visita.

    Que Deus te abençoe, Viviana.

    ResponderEliminar

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