27 de fevereiro de 2009

Condenaram-te, Senhor!

"Muito tarde, Senhor, para calares:
- Tu falaste demais;
Muito tarde para te renderes:
- combateste demais.
Além disso não foste sensato, avançaste demais:
- tinha de acontecer.

Chamaste raça de víboras a muita gente bem,
disseste-lhe que o seu coração era um túmulo sombrio sob belas aparências.

Beijaste os leprosos que caíam de podres,
a estrangeiros vulgares dirigiste a palavra abertamente, à luz do sol.

Comeste à mesa de pecadores notórios e disseste que as meretrizes, errando pelas ruas, seriam as primeiras a entrar no paraíso.

Estavas bem entre os pobres, os imundos, os aleijados.

Foste um péssimo cumpridor dos regulamentos religiosos,
quiseste até interpretar a Lei e reduzi-la a um mandamento só : AMAR.

E agora eles vingam-se.


Tramaram contra Ti, apelaram para as autoridades.
E elas vão tomar providências."

(Michel Quoist, Poemas para rezar)

2 comentários:

  1. "Bem sei, Senhor, que se eu tentar viver mais ou menos desse modo serei condenado.
    Tenho medo.
    já me apontam o dedo em riste:
    Alguns sorriem, outros fazem troça, uns tantos chocam-se,
    E alguns dos meus amigos não tardarão a trair-me.
    tenho medo de parar no meio do caminho,
    Tenho medo de escutar a sabedoria dos homens que murmura: «É preciso avançar devagarinho, nem tudo se há-de tomar ao pé da letra, é bem melhor acomodar-se com o inimigo».

    E, no entanto, Senhor, sei que és Tu quem tem razão.

    Ajuda-me a lutar.
    Ajuda-me a falar.
    Ajuda-me a viver o teu evangelho,
    Até ao fim,
    Até à loucura,
    À loucura da Cruz."

    (Michel Quoist, Poemas para rezar)

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  2. Amém Senhor!
    Que possamos ter sempre o maior sentimento que tivestes e nos ensinastes: o de amar, mesmo que não nos amem.

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